Portugal em risco de um segundo resgate

Paulo Portas apresentou a demissão. Pedro Passos Coelho não aceitou e vai clarificar a situação com o CDS. Analistas receiam que Portugal caia no cenário grego com um segundo resgate e ainda mais austeridade.

O "Jornal de Negócios" escreve que "a súbita degradação da estabilidade política em Portugal nas últimas 48 horas fez "soar os alarmes" entre os investidores internacionais. A notícia da demissão de Paulo Portas foi, nas palavras de um investidor londrino que participou nas recentes emissões da dívida, "o cenário terrível que temíamos". Analistas receiam que juros voltem a disparar nos próximos meses, levando Portugal a perder o frágil acesso aos mercados de que tem disposto. Acesso que é a condição essencial para que Portugal venha a beneficiar apenas de um programa cautelar, e não de um segundo resgate. "O acesso aos mercados torna-se extremamente complicado enquanto se mantiver a incerteza política", afirma Ricardo Santos, economista do BNP Paribas, em Londres. Christian Schulz, do Berenberg, concorda: "A sorte de Portugal é que as emissões do primeiro semestre ajudaram a criar uma almofada de tesouraria, que permite dispensar a necessidade de novas operações de curto prazo". Isto porque "os investidores vão tornar-se muito mais cautelosos e isso poderá fazer os juros voltaram a disparar para níveis que tornam o acesso muito difícil".

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