"Paulo Portas pode ser um bom candidato a Belém"

Nas vésperas do congresso do CDS, Pires de Lima elogia Paulo Portas, admite que o partido depende dele, mas que o inverso também acontece. Diz que Portas é um líder marcante e abre-lhe caminho para uma candidatura a Presidente da República.

Em entrevista ao "Público" em vésperas do 25º Congresso do CDS, Pires de Lima, o presidente do Conselho Nacional do partido e amigo pessoal do líder, Paulo Portas, aponta para que haja uma coligação pré-eleitoral entre PSD e CDS nas legislativas. Assumindo que Paulo Portas é maior do que o CDS, Pires de Lima não hesita em considerar um elogio que Portas seja visto como um Cunhal da direita. E abre o caminho para que o atual vice-primeiro-ministro seja candidato a Presidente da República.

"Que o CDS depende muito de Paulo Portas, isso é um facto. Portas é um líder muito forte, muito talentoso, está à frente do partido há 16 anos e exerce a sua função de uma forma presidencialista, embora muito próximo das pessoas, mas algo centralizador. É evidente que o partido tem essa dependência e o inverso tabmbém é verdade, a vida política de paulo Portas também tem dependido muito do CDS (...)"

"Mas há críticas que não são justas. É verdade que não dá espaço a co-lideranças, o que é uma qualidade de um líder. Uma liderança que se disperse por várias lideranças ao mesmo tempo, a certa altura, não é liderança de coisa nenhuma. É um líder muito marcante e é natural que as pessoas perguntem o que será o CDS no dia em que Paulo Portas quiser deixar de ser líder do partido. Mas isso é algo que só experimentando é que se pode saber", diz Pires de Lima.

Quanto a uma potencial candidatura a Belém de Paulo Portas, Pires de Lima considera que "se tantas pessoas, sem provas dadas do ponto de vista executivo na política, são apresentadas como potenciais candidatos a Presidente em 2016 ou depois, e pessoas de esquerda, por que é que Paulo Portas, que tem um trajeto político que é conhecido, que tem provas dadas na governação em circusntâncias diferentes, e todas elas muito exigentes, não há-de poder ser um bom candidato a Presidente da República, quando assim o entender? É um cenário que está completamente em aberto".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG