"Passos herdou situação que é culpa de outros governos"

Presidente do Lloyds Bank, António Horta Osório, diz que o Governo português merece crédito. Fala da política em Portugal e elogia a gestão de Nuno Amado à frente do BCP. O maior desafio da sua carreira é devolver o dinheiro que os contribuintes britânicos injetaram no Lloyds.

Horta Osório deverá ser o banqueiro português com mais currículo: já é CEO desde os 29 anos e geriu 12 bancos em três países diferentes. Agora está à frente dos destinos do maior banco de retalho do Reino Unido. Está longe, mas continua atento ao que se passa na economia e na política em Portugal.

"O Governo está a tentar resolver, a da melhor maneira possível, uma situação que ele herdou e cuja culpa é dos anteriores governos. E portanto, as pessoas deviam dar esse crédito ao Governo", diz o banqueiro em entrevista ao "Diário Económico". "Eu penso que neste momento, dado o bom trabalho que Portugal desenvolveu, que há todo o 'goodwill'" na Europa para que seja dado mais tempo e para que o ajustamento seja mais suave, mas dentro da mesma direção, acrescenta Horta Osório.

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