Passagem à reforma deve depender dos anos de serviço

Substituir a idade mínima pela longevidade da carreira para efeitos de reforma evitará a falência do sistema, defende Villaverde Cabral, que apresenta hoje um estudo sobre o envelhecimento em Portugal.

O "Público" escreve hoje que "num país cada vez mais grisalho, a sustentabilidade da Segurança Social terá de passar pelo abandono da idade mínima de reforma. "Em vez de termos um limite de idade, devemos passar a ter um mínimo de anos de descontos. Por exemplo 40 anos. A partir daí, a pessoa pode continuar a trabalhar, se quiser, sendo severamente penalizada - muito mais que hoje - , se se reformar antes de atingido esse período mínimo de descontos", defende Manuel Villaverde Cabral, coordenador do estudo sobre processos de envelhecimento em Portugal que é hoje apresentado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, em Lisboa"

"Porque o sistema atual de reformas está "completamente falido", o sociólogo sustenta que a flexibilização da idade de reforma poderá ajudar a reequilibrar o sistema. E, ao mesmo tempo, ajudar a dar resposta aos que, no estudo, demonstraram pré-disposição para continuar a trabalhar após a reforma. "E aqui o dinheiro surge apenas como terceira motivação", sublinha Villaverde Cabral, que defende também a introdução de um plafond máximo para as reformas pagas pelo Estado - em Espanha é de 2800 euros".

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