Países europeus travam reduções nas pensões

Vários países ligam o valor das pensões à evolução de indicadores económicos e demográficos. Mas quando a conjuntura se degradou, apenas a Suécia cortou as pensões em pagamento. E, mesmo assim, com pinças.

O "Jornal de Negócios" escreve hoje que "encontrar países europeus que façam depender o valor das pensões de indicadores económicos e demográficos é extremamente fácil. Muito mais difícil é identificar governos que tenham assumido as consequências plenas desse mecanismo de revalorização anual, aplicando cortes nominais nas pensões em pagamento. Entre os países europeus e da OCDE a Suécia é um achado", concluiu um levantamento feito pelo jornal, cruzando relatórios e depoimentos de académicos e organismos internacionais.

Segundo o jornal, "em Portugal, a discussão foi lançada há duas semanas, quando o Governo admitiu que a solução duradoura para o corte na despesa com pensões - que ainda não foi claramente explicada - pode passar pela indexação do valor das pensões em pagamento a fatores demográficos e económicos. Uma das ideias é substituir a contribuição de solidariedade (CES) por um chamado "factor de revalorização anual" que obrigue os pensionistas a suportar uma parte do défice do sistema de pensões (ou a beneficiar do excedente, se ele existir).

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