Pai de Passos Coelho aconselha filho a demitir-se

O pai do primeiro-ministro confessa que a família não gostou que Pedro Passos Coelho tivesse ido para o Governo.

O "jornal i" escreve hoje que "a pouco mais de uma semana de completar 87 anos, António Passos Coelho, pai do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, prevê que "o Governo perde as eleições porque estes desígnios da austeridade são tramados". O médico relembra que nunca quis ver o filho nos meandros da política: "nunca gostámos que ele fosse para onde foi, porque a ideia cá em casa, na família, é que isto não tem concerto. Há muitos anos, não é de agora", diz.

Segundo o jornal, há pouco mais de dois anos, em plena campanha eleitoral, António Passos Coelho deixava um recado ao filho: "Vais-te lixar", anteviu, guardando para si uma segunda previsão. "Toda a gente que está aqui vai vaiar-te. Agora estão aqui todos contigo, mas daqui a um ano vão vaiar-te. Não disse isto porque parecia mal na altura", recorda.

O pai do primeiro-ministro assegura ainda que quando Passos Coelho abandonar o Governo "a gente vai fazer uma festa, cá na família, quando ele se vir livre disto. Vamos fazer uma festa, nem queira saber", garante.

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.