Nuno Crato diz que há professores a mais

O ministro Nuno Crato diz em entrevista que a redução de professores irá continuar nos próximos anos. E acredita que não haverá contestação nas ruas.

Uma semana depois de se saber que 40 mil docentes ficaram sem lugar nas escolas, o ministro da Educação, em entrevista ao semanário Sol, defende que há profissionais a mais e que a "redução de professores é inevitável nos próximos anos", perante a queda de 14% no número de alunos.

Contudo, Nuno Crato entende que os números não têm a proporção avançada, porque muitas das pessoas que concorreram já tinham dado aulas pontualmente mas não eram sempre professores. Por outro lado, o titular da pasta da Educação frisa que ainda há vários horários por preencher.

"O que se está a passar é o resultado de várias coisas que são mais fortes do que nós. A primeira delas é a redução da população escolar, em cerca de 200 mil alunos nos últimos anos (cerca de 14%). É uma diminuição brutal. O que temos sempre dito é que os professores do quadro são necessários e que, além disso, há algumas necessidades mais", explica. E acrescenta: "No futuro imediato vamos continuar a assistir a necessidades muito limitadas de contratação".

No que diz respeito ao descontentamento, Crato afirma que fala com professores e acredita que a "contestação de rua não vai acontecer", já que os profissionais estão sensibilizados para o projecto da tutela, que define como "uma política para o essencial" e que se centra em dar objectivos curriculares mais exigentes em vez de dar apenas mais recursos.

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