"Não" ao plano de ajuda deixa Chipre à beira da falência

Parlamento cipriota rejeita plano de ajuda europeu deixando o país e os bancos à beira da falência. Nenhum dos 55 deputados votou a favor da proposta.

O "Público" escreve hoje que "o Parlamento de Chipre rejeitou ontem a proposta de criação de um imposto sobre os depósitos bancários associado ao programa de ajuda financeira da zona euro e do FMI, colocando o país à beira da falência e mesmo em risco de sair da moeda única. Nenhum dos 55 deputados presentes votou a favor da proposta, incluindo os 19 eleitos do partido conservador do Presidente, Nicos Anastasiades, que se abstiveram, enquanto todos os outros votaram contra"

Segundo o jornal "a votação, que foi aclamada por milhares de manifestantes encolerizados frente ao Parlamento, traduz a revolta do país face aos termos de um programa de ajuda de 10.000 milhões de euros decidido pela zona euro e pelo FMI no sábado. A condição imposta para a concretização do empréstimo era precisamente a participação dos detentores de contas privadas de modo a gerar uma receita de 5800 milhões de euros através de uma taxa de solidariedade sobre os seus depósitos para salvar os bancos da falência".

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