Morte de bebé num parto em casa sob investigação

Responsável da Ordem dos Médicos acredita que a criança podia ter sido salva se tivesse nascido num hospital. Caso aconteceu há dois meses em Lisboa e está a ser investigado.

O parto estava planeado para acontecer em casa e precipitou-se às 37 semanas de gestação no dia 24 de fevereiro. O casal ligou à enfermeira contratada que aconselhou a grávida a ir para uma banheira de água quente. A profissional chegou duas horas depois e o pai acabou por fazer o parto sozinho. Quando chegou observou o bebé e foi embora. A bebé "esteve oito horas a agonizar sem assistência", disse o avô da recém-nascida ao Público, e foi transportada para o hospital Garcia de Orta, em Almada. A autópsia revelou que sofria de uma doença cardíaca grave, difcilmente detetável por ecografia.

O responsável do colégio de especialidade de Ginecologia e Obstetrícia da Ordem dos Médicos (OM), João Silva Carvalho, diz estar convencido que a criança poderia ter sido salva. O Colégio de Pediatria da OM veio tomar posição contra os partos em casa dizendo que os enfermeiros não têm capacidade técnica para uma avaliação clínica autónoma do recém-nascido.

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