Morrem 200 jovens por ano sem cuidados paliativos

Número representa um terço das crianças e jovens que morrem por ano no País. "Portugal está no nível zero, a par de África, da Ásia e da América do Sul Ocidental", diz a pediatra Ana Lacerda.

O "Público" escreve hoje que "todos os anos morrem em Portugal cerca de 600 crianças e jovens, cerca de 200 necessitariam de cuidados paliativos mas morrem se os receber, afirma a pediatra Ana Lacerda, da Comissão de Cuidados Continuados e Paliativos da Sociedade Portuguesa de Pediatria. Este será um dos temas debatidos no VII Congresso Nacional de Cuidados Paliativos, que decorre hoje e amanhã no Algarve. Quando se fala em paliativos, pensa-se erradamente que apenas dizem respeito "a cuidados em final de vida", a situações "agónicas" em que a morte é inevitável e iminente, e essa é uma noção incorreta, esclarece, desde logo, a médica".

Segundo o jornal, "a prestação de cuidados paliativos, tal como os define a Organização Mundial de Saúde (OMS), engloba, por exemplo, a medicação para o controlo dos sintomas, como fármacos para a dor, para o controlo de espasmos e vómitos, mas também apoio psicológico às crianças e suas famílias, incluindo os irmãos da criança doente, "que muitas vezes são esquecidos". Passa "por encaminhar as pessoas para os apoios sociais e financerios que existem para os seus casos e que as pessoas muitas vezes desconhecem". Nos casos "mais dramáticos", os cuidados paliativos passam também "pelo apoio no luto, no apoio à família pós-morte", explica Ana Lacerda".

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