Mercados ignoram Machete e juros descem

"Gaffe" de Machete teve pouco eco além-fronteiras. Mercados focam-se nos dados económicos e na Moody's. Analistas consideram "irrealista" meta de juros a 4,5%.

O "Diário Económico" escreve hoje que "é preciso recuar a 11 de maio de 2010 para encontrar a última vez em que as 'yelds' da dívida portuguesa a dez anos estiveram nos 4,5%. É um passeio tão longo que os analistas consideram a meta de Rui Machete como "ambiciosa" ou até mesmo de "irrealista". Os mercados, esses ignoraram o ministro dos Negócios Estrangeiros e focaram-se nos dados económicos, que continuam a dar sinais tímidos de retoma, e nas afirmações da Moody's. A "gaffe" de Machete teve muito eco em Portugal, mas pouco impacto lá fora. Não só pela ausência de substância, mas também porque os únicos atores políticos a que os mercados dão validade são o primeiro-ministro e a ministra das Finanças. "(Falar numa taxa de 4,5%) é conversa vazia de político, o senhor (Machete) nem especificou que tipo de programa tinha em mente", diz ao jornal Eleftherios Farmakis, analista do Nomura, explicando que os investidores olham para factos e números e ouvem apenas "quem tem voto na matéria".

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