Médicos já estão a restringir prescrição de remédios

Cumprimento das orientações legais permitiria poupar entre 20% e 30%, segundo contas da DGS.

O "Jornal de Negócios" escreve hoje que "as auditorias realizadas no último ano mostram que a maioria dos médicos está a cumprir com as regras de prescrição mais racional. A mudança na prescrição por parte dos médicos resulta da aplicação das normas de orientação clínica, elaboradas em conjunto pela Direção-geral de Saúde e pela Ordem dos Médicos.

As normas de orientação clínica são regras estabelecidas, por tipo de doenças e de especialidade, para a prescrição de remédios e meios de diagnóstico, tendo por base orientações internacionais. Desde setembro foram criadas perto de 100 normas, por mais de 800 médicos, para serem aplicadas em todo o sistema (público e privado). Estas "guidelines" resultam de um compromisso assumido com a troika - estabelecem prioridades no tratamento e dizem quando se devem fazer pedidos de exames.

Segundo o presidente do Conselho Nacional de Auditoria e Qualidade da Ordem dos Médicos, Álvaro Beleza, "as normas estão a implicar já um maior cuidado e atenção na prescrição. É fazer exames que são necessários e não mais que esses", acrescentando que "por vezes, há um exagero de prescrição".

De acordo com Álvaro Beleza, o "o valor de poupança poderá variar entre os 20% e os 30%.

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