Liquidação do BPP não vai permitir pagar a todos os credores

Luís Máximo dos Santos, o presidente da Comissão liquidatária do banco, cujo fundador começa hoje a ser julgado, diz que o risco de condutas fraudulentas "nunca está totalmente eliminado".

O "Público" escreve hoje que "João Rendeiro, Paulo Guichard e Salvador Fezas Vital, os trÊs executivos do banco Privado Português (BPP) até à intervenção estatal, em dezembro de 2008, começam hoje (se a agenda for cumprida) a ser julgados por burla qualificada, em co-autoria, na Privado Financeiras, veículo criado para comprar ações do BCP. Em causa estão prejuízos de 40 milhões de euros causados a uma centena de investidres".

"O risco de ocorrerem condutas fraudulentas" em bancos, como as registadas no BPP, "nunca está totalmente eliminado", defende Luís Máximo dos Santos, presidente da comissão liquidatária da instituição. Máximo dos Santos acredita que o Estado vai recuperar os 450 milhões de euros que injetou no banco mas não tem "ilusões": a liquidação não vai gerar recursos (os créditos reconhecidos são de 1,5 mil milhões de euros) "para pagar integralmente" a todos os credores. E defende que "os grandes poderes" não querem alterar "o atual padrão da globalização financeira", que levou "a uma espécie de anarquia" e que impede "medidas de controlo dos movimentos de capitais".

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