Juízes querem debater futuro da Polícia Judiciária

Associação sindical dos Juízes diz que antes de qualquer mudança na nomeação do diretor da PJ é preciso saber o que se espera da polícia.

O "Jornal i" escreve hoje que "o modelo de segurança em Portugal tem de ser debatido e é preciso que fique claro o que se espera da Polícia Judiciária (PJ). Segundo Mouraz Lopes, presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP), só depois de tudo estar definido é que se pode discutir qual a melhor forma de nomeação do diretor da PJ. Já o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) considera que é preciso ir além da discussão sobre a nomeação do diretor da PJ: "A nossa posição é que esta polícia deveria estar organicamente dependente do Ministério Público".

Segundo o jornal, "as reações surgem após Carlos Garcia, presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC), ter defendido ontem que deixasse de ser o Ministério da Justiça a nomear o diretor desta polícia de investigação. "Defendemos dois caminhos: para haver uma maior independência do poder político e executivo, o diretor nacional da PT poderia ser nomeado pelo Presidente da República por indicação do Governo, como é hoje o PGR, ou o PGR deveria ter no mínimo dois vice-PGR, tendo um deles, por inerência, a competência da direção da PJ", explica Carlos Garcia".

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Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.