Jornal de Angola ataca "negócios" do acordo ortográfico

Em editorial, o jornal escreve que "há coisas na vida que não podem ser submetidas aos negócios, por mais respeitáveis que sejam".

O "jornal i" escreve que a polémica em torno do Acordo Ortográfico continua. Agora é a vez dos angolanos, que ainda não o ratificaram, criticarem duramente as novas regras. O "Jornal de Angola" faz duras críticas, em editorial, ao acordo, na sequência de uma reunião, em Lisboa, com os ministros da CPLP.

"O nosso (jornalistas) trabalho ficava muito facilitado se pudéssemos construir a mensagem informativa com base no protuguês falado ou pronunciado, mas, se alguma vez isso acontecer, estamos a destruir essa preciosidade (língua portuguesa) que herdámos inteira e sem mácula. Nestas coisas não pode haver facilidades e muito menos negócios", diz o editorial, adiantando que "não podemos demagogicamente descer ao nível dos que não dominam corretamente o português".

O jornal faz um apelo ao respeito das diferenças entre os países, adiantando que "há coisas na vida que não podem ser submetidas aos negócios, por mais respeitáveis que sejam".

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