Teixeira dos Santos diz que "só não temos cautelar porque há eleições"

O ex-ministro das Finanças de Sócrates considera que é preferível haver uma almofada que nos permita ir aos mercados de uma forma mais serena. E que o programa muda muito pouco as condicionantes já impostas pela UE e pelo FMI.

O "Jornal i" escreve hoje que "Teixeira dos Santos defende que Portugal deve optar por um programa cautelar e que só questões eleitorais podem justificar que o não faça, considerando que a alternativa da chamada saída "limpa" é uma ilusão. Em entrevista à Lusa, o ex-ministro das Finanças de José Sócrates lembra que a conjuntura internacional é muito incerta, tal como a sustentabilidade da economia portuguesa e que, apesar de Portugal já ter dado os primeiros passos de regresso aos mercados, a grande questão é saber se o país pode, de forma sustentável, assegurar os elevados níveis de financiamento que vai precisar. "Essa é a grande questão que se coloca e tem de ser avaliada pelo Governo quando tomar a decisão sobre o programa cautelar porque há um conjunto de riscos que pairam sobre a economia nacional, e mesmo sobre as Finanças Públicas, que aconselham a alguma cautela. O país ficará mais bem protegido se tiver uma rede de segurança", diz, alertando para que "ao longo desta crise fomos surpreendidos com mudanças de atitude e de sentimento dos mercados e não estamos livres de isto vir a acontecer dentro de um, dois ou três anos".

Exclusivos