Subsído de férias nas mãos de Cavaco Silva

Governo avisado que terá de pagar em junho se a promulgação chegar tarde. A responsabilidade cabe agora ao Presidente da República.

O semanário "Sol" escreve hoje que "no dia em que todos vieram criticar o Governo por não pagar em junho o subsídio de férias que o Tribunal Constitucional obrigou a pagar, o Executivo recebeu um alerta interno: se a nova lei que permitirá o adiamento parcial desse pagamento não entrar em vigor até dia 30 de junho, o Governo estará em situação de ilegalidade, caso não pague esses subsídios imediatamente. Esse compormisso acabaou por ser dado pelo secretário de Estado do Orçamento num debate na Assembleia da República. Mas no Governo todos esperam a compreensão do Presidente da República pelo aperto do calendário - e uma promulgação rápida. Tão rápida que a lei deve chegar a Belém no início da próxima semana".

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A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

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São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.