"Spreads" mais baixos na habitação só no preçário

Bancos começaram a rever em baixa a margem exigida pelos empréstimos para a compra de habitação. Mas beneficiar dos "spreads" mínimos é quase impossível.

O "Jornal de Negócios" escreve hoje que "o BES foi, em meados do ano passado, o primeiro banco a baixar o "spread" mínimo exigido aos seus clientes para comprar casa. Seis meses volvidos, o BCP fez o mesmo, bem como outros bancos de menor dimensão. Reduziram as margens mínimas cobradas nos preçários, mas as simulações de crédito continuam a apontar para patamares elevados. Os "spreads" reais, apresentados nos sites das instituições financeiras, mantêm-se nos 5%".

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Rosália Amorim

Crédito: teremos aprendido a lição?

Crédito para a habitação, crédito para o carro, crédito para as obras, crédito para as férias, crédito para tudo... Foi assim a vida de muitos portugueses antes da crise, a contrair crédito sobre crédito. Particulares e também os bancos (que facilitaram demais) ficaram com culpas no cartório. A pergunta que vale a pena fazer hoje é se, depois da crise e da intervenção da troika, a realidade terá mudado assim tanto? Parece que não. Hoje não é só o Estado que está sobre-endividado, mas são também os privados, quer as empresas quer os particulares.