PS recusa sujar as mãos num OE com o pior de dois mundos

Até ao fim da semana, os partidos terão de apresentar as alterações à proposta de Orçamento do Estado do Governo para 2014. O jornal de Negócios analisa o discurso político dos grupos parlamentares sobre o documento. Hoje, o dia é do PS.

O "Jornal de Negócios" escreve hoje que "é com duas penadas que o PS tenta arrumar a proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2014: é mais do mesmo, porque insiste no erro da "dor sem ajustamento"; e sem remendos, porque a alternativa exigia uma negociação forte com os credores que este governo fragilizado e fraturado já não consegue fazer. Para os socialistas, este governo oferece aos portugueses o pior de dois mundos, ou seja, austeridade e desequilíbrio nas contas públicas. Isto porque a austeridade, em que o Executivo insiste, não produz os resultados desejados".

Segundo o jornal, "poucos dias depois da apresentação do orçamento, já o deputado João Galamba afirmava que "há dor, mas não há ajustamento", uma ideia repetida vezes sem conta pelo seu colega de bancada Pedro Marques, em entrevista ao jornal. "Mais de 80% da austeridade de 2012 foi perdida para a recessão que provocou; a austeridade de 2013 foi toda perdida para a recessão", defende. E se a receita se repete em 2014, o desastre é idêntico, antevê o PS. Por tudo isto, rematou este fim-de-semana o secretário-geral do partido, a proposta de Orçamento do Estado para 2014 "não é reformável".

Mais grave para o PS, afirma o jornal, "é continuar a não haver medidas de apoio à economia. Não se vislumbra o novo ciclo prometido. "O ciclo de investimento não chegou. O que chegou foi mais um ciclo de corte de rendimentos", diz Pedro Marques. Um ciclo que cria, segundo Galamba, "um clima de autofagia e de proto-guerra civil, virando público contra privado e velhos contra novos".

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