Processo de ex-ministra esteve dois anos na gaveta

Julgamento de Maria de Lurdes Rodrigues pela alegada prática do crime de prevaricação ainda não tem data marcada. Início das sessões depende do reforço com mais juízes do tribunal onde está o processo.

O "jornal i" escreve "que o processo da ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues está há dois anos e três meses à espera de julgamento já não é novidade. O que se desconhece, porém, é que os autos estiveram na gaveta a maior parte do tempo. E segundo a juíza responsável, num despacho datado de 17 de fevereiro, a rapidez com que será marcado o julgamento dependerá de uma análise aos recursos humanos do Conselho Superior de Magistratura para avaliar a disponibilidade de mais juízes para trabalhar neste caso".

Segundo o jornal, "entre a chegada à 6ª Vara Criminal de LIsboa no início de 2012 e setembro do mesmo ano o processo esteve parado à espera de ser distribuído a um juíz. O mesmo aconteceu no ano seguinte. O compasso de espera aconteceu porque a juíza Maria Judite Fonseca, que ficou responsável, pediu exclusividade para julgar o caso das contrapartidas dos submarinos, deixando o processo de Maria de Lurdes Rodrigues suspenso à espera de outro magistrado".

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A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.