Passos e Gaspar? 8. Não fizeram o trabalho de casa

A decisão do Ministério das Finanças de não transferir a totalidade das verbas relativas à reposição do subsídio de Natal e o aumento de 15% para 20% da contribuição para a Caixa Geral de Aposentações apanhou de surpresa Arlindo Oliveira, presidente do Instituto Superior Técnico.

Com 12 mil alunos e 700 professores, o Técnico terá de encerrar edifícios e instalações durante períodos de menor uso, limitar acessos fora de horas e pondera deixar fugir 100 investigadores cujos contratos estão prestes a terminar.

Em entrevista ao "Publico", o presidente garante que as receitas próprias não chegam para suportar os cortes, que, só com o aumento da contribuição par a CGA, são de dois milhões de euros. Arlindo Oliveira assegura que os encargos adicionais reduzem a capacidade de produzir investigação de topo.

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Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

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João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.