Merkel perguntou a Passos Coelho pelo TC

Nem no Conselho de Ministros nem no núcleo-duro do Governo foi discutido um plano B, em caso de chumbo do Tribunal Constitucional. Passos Coelho diz que "não há palno B porque não há alternativa à convergência das pensões".

O semanário "Sol" escreve hoje que "uma breve conversa, nos últimos dias, entre a chanceler alemã e o primeiro-ministro português, faz o retrato do impasse. Sabendo do envio do corte nas pensões para o Tribunal Constitucional, Angela Merkel quis saber o ponto da situação em Lisboa. Passos Coelho, crente de que o Governo fez o que pôde para evitar alguns riscos de inconstitucionalidade, foi taxativo quando disse que o problema já não estava nas suas mãos: "Agora, resta-nos esperar", terá dito o primeiro-ministro, num relato obtido pelo semanário".

Segundo várias fontes do Governo, "o famoso plano B para um eventual chumbo da medida nem foi ainda discutido. "Nem no Conselho de Ministros, nem sequer no núcleo restrito", jura um ministro. A explicação é esta: "Tudo depende dos termos do TC: pode ser um chumbo liminar ou pode ser parcial e dar espaço para uma reformulação. Sem sabermos isso, não vale a pena pôr cenários na mesa". O próprio primeiro-ministo assumiu ao semanário que "Não há plano B porque não há alternativa à convergência das pensões". Uma nova subida na taxa do IVA - muito falada nas últimas semanas - não é liminarmente excluída. Mas há ministros dispostos a lutar, antes disso, por outras soluções: "Não temos muita margem por via dos cortes na despesa, mas deviamos tentar", anota um responsável do Executivo".

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