Mais de 30 mil professores contratados no desemprego

Mais de 30 mil professores contratados vão ficar no desemprego, já em Setembro, sendo este o "maior despedimento de professores desde sempre" segundo a Fenprof.

Dos cerca de 50 mil docentes contratados que foram a concurso para o próximo ano lectivo, a Fenprof estima que no próximo dia 31 de Agosto "venham a ficar desempregados mais de 30 mil professores". Números que são avançados pelo sindicato mas que o ministério da Educação e Ciência não comenta.

Em causa estão docentes com 18 ou 20 anos de serviço, que "devido a alterações às normas de elaboração de horários, vão ficar fora do serviço", explica Mário Nogueira. Situação que este ano, segundo o líder da Fenprof se vai complicar devido às medidas já anunciadas pelo ministério que não no sentido "de reduzir artificialmente as necessidades das escolas, concentrando mais horas de serviço em alguns professores, acabando com a redução de horário para a assessoria das direcções das escolas. Ao alterar as regras de funcionamento das escolas conseguem assim reduzir a necessidade de contratar professores".

Mas para além destes, também os "milhares de professores dos quadros com horário zero, que foram concorrer para destacamento por ausência de componente lectiva, não sabem se vão ser colocados", acrescenta Mário Nogueira.

para alertar e discutir esta situação, a Fenprof reuniu ontem com o Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida. Um encontro de onde não saíram, para já, soluções que venham resolver o problema do emprego. No entanto, durante a reunião foi estabelecido o compromisso de vir a ser agendado um processo negocial - que vai arrancar após a discussão da avaliação, que pode terminar no final de Setembro - entre o sindicato e o ministério de Nuno Crato para que seja fixado "um regime de vinculação +ara professores com mais tempo de serviço".

Para além disso, durante a reunião de ontem o ministério assegurou à Fenprof e ao "Diário Económico", que a redução do número de dois professores para um da disciplina de Educação Visual e Tecnológica, não vai avançar este ano. Medida que caso avançasse, segundo Mário Nogueira, iria provocar uma situação de desemprego "muito pior".

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