Maioria dos municípios mantém taxas de IMI

IMI vai subir no próximo ano, mas é em 2015 que as famílias vão sentir o impacto do processo de reavaliação das casas, quando a cláusula de salvaguarda deixar de existir.

O "Diário Económico" escreve hoje que "a maioria dos municípios optou por manter a taxa de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) a pagar no próximo ano e houve mesmo 61 câmaras que comunicaram a sua redução à Autoridade Tributária e Aduaneira (AT). Apenas 20 subiram o imposto. Apesar disso, os valores a pagar ao Estado deverão subir para a maioria dos proprietários por força do processo de reavaliação de imóveis realizado em 2012 e parte de 2013. No entanto, será em 2015 que os contribuintes mais vão sentir o aumento do imposto já que termina a chamada cláusula de slavaguarda. Esta foi criada para evitar subidas abruptas do valor a pagar".

Segundo o jornal, "o regime prevê três cláusulas. Uma de salvaguarda especial, para famílias com rendimentos até 4.898 mil euros por ano, em que o aumento de IMI em cada ano nunca pode exceder 75 euros, a segunda cláusula permite aos senhorios que continuam a ter rendas congeladas manter o aumento do IMI limitado a um máximo calculado a partir da renda que recebem, E uma terceira cláusula geral, segundo a qual o IMI a pagar não pode exceder, em relação ao ano anterior, 75 euros ou um terço do aumento da coleta do IMI. O que acontece é que o valor vai subir todos os anos até 2015, altura em que terá de ser pago o montante por inteiro. Por exemplo, quem em 2012 viu o IMI subir 75 euros, terá um novo aumento no próximo ano também de 75 euros. Em 2015, já pagará o valor total depois da avaliação feita".

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.