Investigados contratos de alto risco de empresas públicas

Está a decorrer uma auditoria às empresas do Estado que nos últimos anos fizeram contratos de cobertura de risco de empréstimos, acumulando perdas potenciais de três mil milhões de euros.

O "Público" escreve hoje que "o Ministério das Finanças tem em curso uma auditoria para apurar os impactos e as responsabilidades associados a produtos de alto risco contratados nos últimos anos pelas empresas do Estado e que acumulam perdas potenciais de três mil milhões de euros. As visitas técnicas, a cargo da inspecção-Geral de Finanças, começaram há algumas semanas e ainda estão a decorrer. Face às exigências da troika, o Governo quer fechar com urgência uma solução para o endividamento destas entidades, especialmente as dos transportes".

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?