Governo tira autonomia aos hospitais para decidir remédios

Ministério da Saúde vai passar a decidir, através de uma comissão de peritos, o leque de medicamentos à disposição dos hospitais. Ministro Paulo Macedo quer ter lista de remédios, comum a todos os hospitais, decidida até ao final do ano.

O "Diário Económico" escreve hoje que "até ao final do ano, os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vão perder a autonomia de decisão sobre os medicamentos que podem utilizar para tratar os seus doentes. A decisão passa assim para as mãos do Governo, através de uma comissão de peritos encarregue de analisar e escolher o leque de remédios à disposição nos hospitais".

Segundo o jornal, "a Comissão Nacional de Farmácia e Terapêutica (CNFT), criada em fevereiro passado, e que conta com 24 especialistas, já está a trabalhar e já emitiu a lista de remédios à disposição dos hospitais para tratar a Sida, a esclerose múltipla e o cancro da próstata. A criação de um formulário único nacional de medicamentos, que inclui orientações para o tratamento de todas as patologias, deverá estar concluído até ao final do ano. A criação deste novo formulário nacional sobrepor-se-á a qualquer decisão individual ou coletiva dos hospitais. Uma fonte ligada ao processo afirma que não está em causa um "racionamento" de medicamentos, mas sim a "equidade de tratamento": o doente terá acesso aos mesmos remédios, independentemente do hospital onde seja tratado. O objetivo, garante, é a "uniformização do acesso" e pelo caminho "evitar também algum desperdício".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os irados e o PAN

A TVI fez uma reportagem sobre um grupo de nome IRA, Intervenção e Resgate Animal. Retirados alguns erros na peça, como, por exemplo, tomar por sério um vídeo claramente satírico, mostra-se que estamos perante uma organização de justiceiros. Basta, aliás, ir à página deste grupo - que tem 136 000 seguidores - no Facebook para ter a confirmação inequívoca de que é um grupo de gente que despreza a lei e as instituições democráticas e que decidiu fazer aquilo que acha que é justiça pelas suas próprias mãos.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Falta (transparência) de financiamento na ciência

No início de 2018 foi apresentado em Portugal um relatório da OCDE sobre Ensino Superior e a Ciência. No diagnóstico feito à situação portuguesa conclui-se que é imperativa a necessidade de reformar e reorganizar a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de aumentar a sua capacidade de gestão estratégica e de afastar o risco de captura de financiamento por áreas ou grupos. Quase um ano depois, relativamente a estas medidas que se impunham, o governo nada fez.