Famílias surpreendidas com aumentos de 5% na Luz

Aumento de 2,8% nas tarifas fixadas pela ERSE é uma média que cruza dois factores: o preço da potência baixou, mas a parte variável, relativa à energia consumida, disparou.

O "Jornal de Negócios" escreve hoje que "os aumentos de 2,8% nas tarifas de electricidade fixadas pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) para este ano não estão a ser iguais para todos os consumidores. Uma vez que se trata de uma média que cruza dois factores - o preço da potência contratada baixou, mas a parte variável da energia subiu -, há famílias que estão a sofrer um aumento mais vincado da sua factura, sobretudo nos casos de maior consumo".

Segundo simulações do jornal, "famílias com elevados consumos acima de 500 kilowatts hora por mês, irão sofrer um agravamento da sua factura superior a 5%".

Segundo o jornal, "a subida média de 2,8% determinada pela ERSE assenta em dois factores essenciais: o encargo da potência contratada pelas famílias ficou mais barato, mas o preço da energia consumida encareceu. Uma combinação que gera efeitos díspares para quem está "fora da média".

Apesar de alguns clientes se mostrarem surpreendidos com os aumentos a associação de defesa do consumidor, Deco, diz não ter recebido qualquer reclamação relacionada com discrepâncias entre o aumento de 2,8% anunciado pelo regulador e as subidas que efectivamente se aplicarão nas faturas de electricidade.

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