Estado perde 50 milhões em IMI com benefícios questionáveis

Mais de 100 milhões de euros da despesa fiscal em IMI dirige-se a empresas. Parte tem vindo a ser questionada tecnicamente.

O "Jornal de Negócios" escreve hoje que "o Estado concede mais de 100 milhões de euros por ano em isenções de IMI a prédios pertencentes a fundos de investimento imobiliários, fundos de pensões e a empresas privadas, 15% de toda a despesa fiscal em IMI, mostram dados a que o jornal teve acesso. Se uma parte deles são considerados adequados, outra parte é pouco consensual e tem vindo a ser alvo de recomendações técnicas no sentido da sua redução ou extinção. A isenção aos fundos de investimento imobiliário tem sido das mais criticadas".

Segundo o jornal, "apesar da troika ter obrigado à divulgação de um relatório sobre a despesa fiscal em Portugal, a informação pública sobre os beneficios em sede de IMI continua a ser escassa e os dados detalhados inacessíveis. O referido relatório da despesa fiscal só publica informação por grandes agregados, a Autoridade Tributária não os detalha em outros documentos oficiais e a secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais, instada a ceder informação, mantém-se em silêncio".

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A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.