Doentes com esclerose múltipla temem discriminação

As dificuldades de acesso à medicação dominam o Congresso Nacional da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla, que decorre hoje em Lisboa. Os doentes temem o recuo no apoio e mais discriminação no trabalho.

Se, há dois anos, mais de metade dos doentes com esclerose múltipla não trabalhava, o que correspondia a um total de 75,8% de pessoas com a doença excluídas do mercado de trabalho há mais de um ano, atualmente a realidade não mudou para melhor, notícia o jornal i.

A discriminação no local de trabalho continua e terá até havido um agravamento, denunciou a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM). Cerca de 38,4% dos pensionistas dizem ter sido forçados a ir para a reforma antecipada.

A perceção de que o País ainda não conseguiu garantir a integração no mercado laboral dos doentes crónicos, o que os torna mais vulneráveis em períodos de recessão, é uma das preocupações que vai dominar o encontro da SPEM.

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