Dívidas asfixiam misericórdias

Aumentam todos os dias as famílias que deixam de pagar o lar do seu idoso. É um dos maiores problemas das misericórdias portuguesas que acabam, muitas vezes, a assumir a despesa.

O "Jornal de Notícias" escreve hoje que "um idoso em lar tem um custo entre os 900 e os 1100 euros mensais. Por cada um deles - à excepção das vagas de emergência - , o Estado paga 375 euros. A título de exemplo, um utente com uma reforma de 400 euros, a quem o lar pede 80% deste rendimento para custear a sua permanência e que recebe os 375 euros de ajuda do Estado, consegue 700 euros. Ou seja, um montante que não chega para pagar aquele que foi definido como o custo do idoso no lar - ficam a faltar cerca de 300 euros. É aqui que entra a participação da família, que deverá pagar o que falta, mas é aqui que são encontradas as grandes dificuldades, "porque as pessoas não têm dinheiro para o fazer", explica José Vitorino Reis, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo".

Segundo o jornal, "são cada vez mais os casos como este ou, ainda mais dramáticos quando as reformas dos idosos são ainda mais baixas e se pede mais às famílias. "Muitas vezes a solução é ir cobrindo a diferença, mas é muito difícil", diz Vitorino Reis.

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