Despesa com estudos sobe 40% antes de corte em 2015

Antes de concretizar os cortes anunciados para 2015, a despesa com estudos, pareceres e consultorias vai subir 166 milhões de euros este ano, em relação a 2013.

O "jornal i" escreve hoje que "os gastos do Estado com estudos, pareceres, consultorias e tecnologias de informação e comunicação são uma das rubricas em que o Governo promete cortar mais em 2015, no pacote de medidas de 1400 milhões de euros de consolidação orçamental. No entanto, antes de concretizar o corte de 317 milhões de euros inscrito no Documento de Estratégia Orçamental (DEO), a despesa com estas rubricas vai disparar este ano face a 2013. Os números são avançados pela UTAO (Unidade Técnica de Apoio Orçamental) do parlamento que, na análise à estratégia orçamental até 2018, conclui que "a poupança indicada no DEO para 2015 significará, em grande medida, o restabelecimento do nível de despesa vigente em 2013. Segundo o UTAO, há um aumento da ordem dos 34% na despesa prevista para este ano em relação ao ano passado. No caso dos estudos, pareceres, projetos, consultorias e trabalhos especializados, os gastos disparam 40%, o que se traduz em mais 166 milhões de euros face ao miontante de 2013".

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.