DCIAP quer saber onde estão 85 milhões

Transferência suspeita de 85 milhões de euros para a Suiça leva justiça a questionar a operação entre o Grupo Espírito Santo e a empresa angolana Sonangol.

O "Jornal i" escreve na sua edição de hoje que "o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) está a investigar as circunstâncias em que o Grupo Espírito Santo (GES) vendeu a totalidade da sua participação na Escom à Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol). A empresa angolana pagou a título de sinal um valor de cerca de 15 milhões de euros ao GES que terá sido depositado em Lisboa. Além deste montante, terão sido igualmente transferidos pelos angolanos mais 85 milhões de euros, cujo rasto está a ser investigado pelos procuradores do DCIAP. Este último valor terá sido depositado diretamente no Crédit Suisse através da sociedade gestora de fortunas Akoya".

Segundo o jornal, "as suspeitas terão levado a que, no decorrer da investigação, o DCIAP tenha já solicitado a ajuda do Ministério Público de Lausanne, na Suíça. Os investigadores ainda estão a tentar descobrir o rasto dos 85 milhões de euros e quem terão sido os beneficiários desse valor, que poderá ter sido depositado em contas de empresas da GES".

O jornal explica ainda que a Akoya é uma empresa de direito suíço "que está envolvida no processo Monte Branco, em que se investigam suspeitas de fraude fiscal e branqueamento de capitais. Foi durante a investigação deste caso que o DCIAP se deparou com os indícios relacionados com o negócio da venda da Escom".

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