Corte de 16% nas pensões de velhice

Pensões de velhice perderam 16% em 2012, em consequência da suspensão dos pagamentos dos subsídios de férias e de Natal. Mais dois milhões de beneficiários foram atingidos.

O "Correio da Manhã" escreve na sua edição de hoje que "os beneficiários de pensões de velhice da Segurança Social receberam, em média, 404,41 euros por mês em 2012. São menos 77,28 euros mensais do que no ano anterior, devido ao corte dos subsídios de férias e Natal. É preciso recuar até 2005 para encontar um valor mais baixo (394,73 euros) do que aquele que foi pago no ano passado, segundo os dados do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS) ontem divulgados".

Segundo o jornal, "a perda de rendimentos foi da ordem dos 16%, ou seja, superior aos cortes que sentiram os beneficiários de pensões de invalidez, que ficaram sem cerca de 56 euros mensais, o que corresponde a uma redução de 14%. A pensão média destes beneficiários desceu para 343,41 euros, em média. Mais de 75% dos reformados por velhice em Portugal recebem uma pensão inferior ao Indexante de Apoio Social (IAS), que é de 419,22 euros e que constitui uma referência para todas as prestações sociais2".

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Os aspirantes a populistas

O medo do populismo é tão grande que, hoje em dia, qualquer frase, ato ou omissão rapidamente são associados a este bicho-papão. E é, de facto, um bicho-papão, mas nem tudo ou todos aqueles a quem chamamos de populistas o são de facto. Pelo menos, na verdadeira aceção da palavra. Na semana em que celebramos 45 anos de democracia em Portugal, talvez seja importante separarmos o trigo do joio. E percebermos que há políticos com quem podemos concordar mais ou menos e outros que não passam de reles cópias dos principais populistas mundiais, que, num fenómeno de mimetismo - e de muito oportunismo -, procuram ocupar um espaço que acreditam estar vago entre o eleitorado português.