Cordeiro deixa Património por "divergências profundas"

A diretora-geral do Património Cultural, organismo que tem a seu cargo a gestão dos museus, palácios e património mundial em Portugal, fala em "divergências profundas" de estratégia para não continuar.

O "Público" escreve hoje que "até que chegue a nova equipa, Isabel Cordeiro vai continuar no seu gabinete no Palácio da Ajuda, a reunir-se com os técnicos e a resolver problemas como no primeiro dia. Não sabe ainda quando vai ser substituída como diretora-geral do Património, cargo que ocupa há 14 meses e para o qual foi lançado um concurso público a 27 de Dezembro (termina a 10 de Janeiro). O que sabe é que não vai candidatar-se ao lugar, decisão que tomou em finais de Outubro, depois de "grande ponderação".

Segundo o jornal, "a ainda responsável pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), organismo que tem a seu cargo a gestão direta de museus e palácios nacionais e do património mundial em Portugal, bem como a supervisão de 4000 imóveis classificados afirma que "há divergências profundas em relação às estratégias para o património". Sem querer dar exemplos e afastando qualquer "desentendimento pessoal" com o atual secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, Cordeiro diz que "saio por uma questão de lealdade para comigo e para com o projeto que quis construir com as equipas desta casa. As divergências são exclusivamente de ordem técnica e têm a ver com aquilo que entendo serem as competências da DGPC e as suas linhas de atuação".

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