Casamentos de conveniência aumentam em Portugal

SEF é obrigado a investigar todos os casamentos entre portugueses e estrangeiros. Inspetores avisam que falsas uniões aumentaram.

O "Jornal i" escreve hoje que "em 2013 houve pelo menos 52 casamentos falsos em Portugal, mas as autoridades desconfiam que poderá haver mais casos. Tanto os inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) como o relatório anual de segurança do Ministério da Administração Interna admitem que o fenómeno está a aumentar. E a culpa é da crise. As mulheres apanhadas nestes esquemas têm quase sempre problemas financeiros. "Muitas são divorciadas, estão desempregadas ou têm dependências", conta um inspetor do SEF. Nos últimos anos, a polícia criminal passou a considerar prioritária a investigação nesta área. O controlo também apertou e o SEF é obrigado a investigar todas as intenções de casamento entre portugueses e estrangeiros oriundos de países de fora da União Europeia. A razão prende-se sobretudo como receio de foragidos à justiça usarem este subterfúgio como passaporte para entrar na Europa".

O jornal explica que "o casamento por conveniência é crime desde 2007 e púnivel com prisão de um a cinco anos. O fenómeno pode até parecer inofensivo, mas o recurso aos casamentos de conveniência é muito mais que uma simples fraude. "A maioria das pessoas não tem consciência de que é uma forma de dar entrada não só a pessoas que procuram uma vida melhor, mas também a imigrantes com propósitos obscuros", avisa o SEF".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Crespo

No PSD não há inocentes

Há coisas na vida que custam a ultrapassar. A morte de alguém que nos é querido. Uma separação que nos parece contranatura. Ou uma adição que nos atirou ao charco e da qual demoramos a recuperar. Ao PSD parece terem acontecido as três coisas em simultâneo: a morte - prematura para os sociais democratas - de um governo, imposta pela esquerda; a separação forçada de Pedro Passos Coelho; e uma adição pelo poder que dá a pior das ressacas em política.