Cadeias gastam 19 milhões sem controlo

Cantinas lucram 680 mil euros por ano, mas só entregam aos serviços 600 mil euros.

O "Correio da Manhã" escreve hoje que "a Direção-Geral de Reinserção Social e Serviços Prisionais (DGRSP), cujo diretor é Rui Sá Gomes, gastou 19,4 milhões de euros em contratos por ajuste direto, entre 2012 e 2013, para o fornecimento de refeições, serviços de saúde e vigilância eletrónica para os estabelecimentos prisionais, por não terem sido lançados em tempo útil os procedimentos para a contratação através de concursos públicos. Esta é uma das conclusões de uma auditoria, ordenada pela ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, que revelou graves problemas de gestão dos dinheiros públicos. O relatório fala mesmo em "total perversão no desenvolvimento dos respetivos procedimentos aquisitivos. Segundo o documento, além de ajustes diretos feitos à margem da lei, os Serviços Prisionais têm uma dívida de, pelo menos, dois milhões de euros, enquanto as cantinas das cadeias são verdadeiros 'sacos azuis', com receitas superiores a 8,3 milhões de euros".

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.