Bolsa regista o melhor trimestre desde 2009

PSi-20 valoriza mais de 15% desde o início do ano, mas o potencial de subida ainda não está esgotado.

O "Jornal de Negócios" escreve hoje que "a bolsa portuguesa sobe mais 15%, o melhor registo trimestral em cinco anos. Um ganho explicado pela descida do risco percepcionado sobre o País que, dizem os analistas, continuará a puxar pelas ações".

Segundo o jornal, "é preciso recuar a 2009 para encontrar uma valorização tão expressiva do mercado nacional num trimestre. A bolsa portuguesa ganha mais de 15%, mas a subida não assusta os analistas que continuam a apostar na praça lisboeta. Alertam que períodos de correção serão inevitáveis ao longo do ano, mas estão confiantes de que com a recuperação dos resultados, as ações nacionais mantenham margem para ganhos".

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Anselmo Borges

Globalização e ética global

1. Muitas das graves convulsões sociais em curso têm na sua base a globalização, que arrasta consigo inevitavelmente questões gigantescas e desperta paixões que nem sempre permitem um debate sereno e racional. Hans Küng, o famoso teólogo dito heterodoxo, mas que Francisco recuperou, deu um contributo para esse debate, que assenta em quatro teses. Segundo ele, a globalização é inevitável, ambivalente (com ganhadores e perdedores), e não calculável (pode levar ao milagre económico ou ao descalabro), mas também - e isto é o mais importante - dirigível. Isto significa que a globalização económica exige uma globalização no domínio ético. Impõe-se um consenso ético mínimo quanto a valores, atitudes e critérios, um ethos mundial para uma sociedade e uma economia mundiais. É o próprio mercado global que exige um ethos global, também para salvaguardar as diferentes tradições culturais da lógica global e avassaladora de uma espécie de "metafísica do mercado" e de uma sociedade de mercado total.