Bolsa de Lisboa com segunda maior subida no mundo

Só o índice grego regista uma valorização maior. Subida nas primeiras quatro sessões é a maior em 15 anos.

O "Jornal de Negócios" escreve hoje que "a bolsa nacional só conhece um sentido neste novo ano: para cima. O mercado acionista português fechou em alta nas últimas quatro sessões. Está a ter o melhor arranque dos últimos 15 anos, colocando o PSI-20 na segunda posição do "ranking" dos índices que mais ganham em 2014. Uma forte valorização que fica a dever-se à escalada dos títulos do sector financeiro, beneficiando do apetite dos investidores pelo risco da periferia da Zona Euro".

Segundo o jornal, "esta forte valorização no arranque do ano está a ser feita com um forte volume de negócios. Em média, o valor negociado nas primeiras sessões do ano ascende a 160 milhões de euros, bem acima dos 109 milhões registados o ano passado. Uma liquidez que reflete a subida das cotações, mas também a entrrada de cada vez mais investidores no mercado nacional, nomeadamente os estrangeiros".

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Ricardo Paes Mamede

O FMI, a Comissão Europeia e a direita portuguesa

Os relatórios das instituições internacionais sobre a economia e a política económica em Portugal são desde há vários anos uma presença permanente do debate público nacional. Uma ou duas vezes por ano, o FMI, a Comissão Europeia (CE), a OCDE e o Banco Central Europeu (BCE) - para referir apenas os mais relevantes - pronunciam-se sobre a situação económica do país, sobre as medidas de política que têm vindo a ser adotadas pelas autoridades nacionais, sobre os problemas que persistem e sobre os riscos que se colocam no futuro próximo. As análises que apresentam e as recomendações que emitem ocupam sempre um lugar destacado na comunicação social no momento em que são publicadas e chegam a marcar o debate político durante meses.

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Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.