BES e BCP preparam aumentos de capital

BES prepara aumento de capital até aos mil milhões de euros, a arrancar nas próximas semanas. Millennium bcp estuda reforço acima de 1,5 milhões, acelerando reembolso de "CoCo bonds" ao Estado.

O "Diário Económico" escreve hoje que "os dois maiores bancos privados portugueses estão a preparar a realização de aumentos de capital, aproveitando o crescente apetite dos investidores internacionais pela banca do Sul da Europa. O BES e o Millennium bcp poderão anunciar nos próximos dias ou semanas os respetivos aumentos de capital, com vista a reforçarem os rácios e, no caso do banco liderado por Nuno Amado, a acelerar o reembolso de "CoCo nonds" ao Estado. Em cima da mesa estará um aumento de capital até mil milhões de euros no BES, enquanto no BCP o montante em estudo será superior a 1,5 mil milhões de euros. Fontes oficiais dos dois bancos escusaram-se a confirmar a realização de aumentos de capital".

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?