António Costa quer câmara a gerir Carris e Metro

Presidente da CML pretende que a exploração da Carris e do Metro de Lisboa seja concessionada à autarquia da capital, e não a um privado, como previsto. O Governo terá manifestado abertura para tal cenário.

O "Público" escreve hoje que "António Costa quer que a esploração da Carris e do Metro de Lisboa seja concessionada à autarquia da capital, e não a um privado, como inicialmente previsto. O Governo já terá manifestado, aliás, abertura a este cenário. Em cima da mesa das negociações está também a possibilidade de, findo o período de concessão, a titularidade do capital dessas empresas passar para o município. O autarca socialista convocou para a próxima terça-feira uma reunião da câmara, extraordinária, com um único ponto na agenda: a aprovação de uma tomada de posição sobre as "alternativas do atual modelo de titularidade e gestão" das duas transportadoras, cuja concessão a privados já foi anunciada pelo atual Executivo em 2011".

Segundo o jornal, "na proposta que vai ser discutida, António Costa afirma que o Governo "convidou" o município para participar no processo de avaliação dessas alternativas, acrescentando que nesse quadro "foi colocada a possibilidade" de este "assumir desde já a gestão destas duas empresas, mantendo-se o Estado titular exclusivo do capital".

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Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.