Agência mafiosa no rendimento mínimo

Um casal romeno descobriu falhas no sistema de atribuição do rendimento mínimo e viveu mais de dois anos à custa do Estado. Duas funcionárias da Câmara de Gaia e um dos CTT eram cúmplices.

Segundo o JN, o homem detetou falhas na atribuição do Rendimento Social de Inserção (RSI) quando ele e a mulher passaram a receber duas vezes e chamou dois irmãos e outro homem para o esquema, com a colaboração de duas funcionários da câmara de Gaia, uma técnica superior (agora suspensa de funções) e uma assistente técnica (sujeito a termo de identidade e residência), que passavam certidões de residancia, e um funcionário dos CTT, que entregava os pagamentos, a troco de "luvas".

Angariavam outros emigrantes e o líder do grupo chegou a delocar-se à Roménia para trazer mais documentos. Pessoas que nunca tinham estado em Portugal chegaram a receber RSI.