Influências tentam travar a Operação Monte Branco

A divulgação, nos últimos dias, de nomes que estarão associados à maior rede de lavagem de dinheiro a operar em Portugal obrigou a redefinir a estratégia de investigação.

O semanário "Sol" escreve que o "núcleo duro" da operação Monte Branco - de que resultou a detenção dos líderes da maior rede de evasão fiscal e de lavagem de dinheiro a operar em Portugal - considera que os nomes ontem vindos a público na revista Visão, como Ricardo Salgado e José Maria Ricciardi, são um "revés na estratégia da investigação". A linha de investigação foi, aliás "já reequacionada de forma a ultrapassar esta adversidade", avançaram fontes conhecedoras do processo.

Em artigo ontem publicado, a revista afirmava que aqueles banqueiros estão a ser investigados e chegaram a estar sob escuta. Os investigadores do processo consideram que "algumas das pessoas que estavam a ser escutadas têm relações com o poder político, nomeadamente com elementos do Governo". "E, através do tráfico de influências, conseguiram que um elemento com acesso ao processo provocasse uma fuga de informação com o intuito de boicotar a investigação", acrescentam.

Para os investigadores, esta não é a primeira vez que o autor da fuga usa "tal expediente" e recordam que o mesmo aconteceu 15 dias antes da prisão do antigo deputado Domingos Duarte Lima, quando a mesma revista anunciou a sua detenção. Na altura, "no momento da busca à casa do arguido foram encontrados dossiês vazios - sinal de que Duarte Lima, avisado, se livrara de provas que o comprometiam".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG