Idosos vítimas de fraude: 'alarme cerebral' não dispara

À medida que vamos envelhecendo deixamos de prestar atenção aos sinais manifestos da desonestidade alheia e, consequentemente, tornámo-nos mais vulneráveis às vigarice e fraudes de todo o tipo. Isto não acontece ao acaso e tem uma base biológica.

Shelley Taylor, psicóloga, e a sua equipa da Universidade da Califórnia, publicaram os resultados de dois estudos na última edição da revista 'Proceedings of the National Academy of Sciences'. Sabendo por experiência própria que as pessoas mais idosas são extremamente propensas a serem alvo de fraudes, a psicóloga decidiu tentar desvendar as causas dessa desproporcionada vulnerabilidade, diz o Público.

Os resultados publicados demonstram que o cérebro dos adultos mais velhos não percebe tão bem os sinais suspeitos de desonestidade como o dos mais novos. Taylor explica que as consequências desta confiança excessiva em estranhos estão à vista. "Segundo um estudo recente, estima-se que, nos EUA, em 2010, os adultos de mais de 60 anos perderam 2900 milhões de dólares devido à exploração financeira", afirmou.

Um primeiro estudo mostrou que o cérebro dos idosos não identifica sinais de falsidade no rosto das pessoas e, num segundo, recorrendo à ressonância magnética funcional, descobriram que uma região cerebral chamada ínsula interior, associada às reações de repulsa, em especial a capacidade de distinguir as pessoas sinceras de quem nos quer enganar, não se ativava nas pessoas mais velhas, diz o Público.

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