Governo fica mais isolado com críticas das elites à austeridade

Contestação ao Governo deixou de ser exclusivo das ruas. Ex-ministros do PSD e do PS, economistas e parceiros sociais criticam caminho seguido pelo Executivo. Especialistas dizem que se quebraram laçoes existentes com as elites

O "Diário Económico" escreve hoje que "a contestação deixou de ser um exclusivo das ruas. De dia para dia, somam-se as vozes da elite às críticas ao Governo. Ontem foi a vez da SEDES tomar uma posição de força e avisar que "ninguém confia em quase nada que seja prometido pelo Governo". Passos Coelho está cada vez mais isolado. Primeiro foram as manifestações na rua. Agora, são organizações como a SEDES ou a SAER e ex-ministros (de Manuela Ferreira Leite, a Bagão FélIx, bem como Freitas do Amaral) que se fazem ouvir contra o caminho que está a ser traçado pelo Governo".

Segundo o jornal, "a crítica das elites não é exatamente a mesma que se ouve nas ruas: os primeiros "não criticam a austeridade enquanto tal, mas sim o desenho do programa (de ajustamento)". Já narua, faz-se "uma rejeição do programa como um todo", explica Nuno Teles, investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Mas o resultado é um Governo mais isolado num momento em que se chega á reta final do programa da troika, ainda com a reforma do Estado por concretizar e as principais metas orçamentais por cumprir".

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