Governo atrasa passagens à reserva para cortar despesa

Executivo quer aumentar a idade em que as forças de segurança podem passar à reserva ou pré-aposentação. Esta é uma das contribuições da Administração Interna para o corte de quatro mil milhões que vai ser apresentado à troika.

Depois do anúncio de um novo regime de reserva para os militares, as forças de segurança (PSP e GNR) vão também ver alterada a pré-reforma ou passagem à reserva como quota de contribuição da Administração Interna para os sacrifícios no âmbito do corte de 4000 milhões das despesas do Estado. Esta é uma das iniciativas que será apresentada nos próximos dias à troika num pacote de medidas do ministério liderado por Miguel Macedo que prevê ainda a integração de alguns órgãos de polícia criminal.

Fonte governamental revelou ao "Diário Económico" que a medida em estudo passa por "reduzir o tempo de reserva das forças de segurança, dos atuais cinco anos para dois ou três". Isto significa, adianta, que os profissionais que solicitam atualmente a passagem à reserva aos 55 anos (com 36 anos de serviço) "passarão a entrar na reserva aos 57 ou 58 anos", antes da passagem à reforma propriamente dita que só acontece aos 60 anos ou - como prevê o regime atual - quando são acumulados cinco anos consecutivos de pré-reforma.

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