Flexibilização não serve para cortar TSU aos pensionistas

Presidente do Eurogrupo admite que poderá aceitar uma revisão da meta do défice para 2014, mas só em caso de agravamento da recessão. Os cortes estruturais são para cumprir.

O "Diário Económico" escreve hoje que "o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, admitiu ontem em Lisboa que os parceiros europeus estão disponíveis para voltar a discutir a flexibilização das metas do défice para Portugal. Contudo, esta abertura da Europa não chega para resolver os problemas da coligação governamental. É que se Portugal vier a beneficiar de um limite mais alto para o défice de 2014, tal não será para acomodar o impacto de deixar cair a chamada "TSU dos pensionistas", mas antes para refletir um eventual agravamento da recessão".

Segundo o jornal, "Dijsselbloem foi claro: Portugal só terá acesso a uma nova flexibilização das metas do défice, se cumprir o ajustamento estrutural a que se propôs e comprometeu", disse.

Sobre a polémica taxa para aplicar aos pensionistas, Passos Coelho tentou agradar, ao mesmo tempo os parceiros democratas-cristãos do Governo e à troika, dizendo que fará tudo "para encontrar alternativas" e "evitar ter de executar uma medida dessa natureza". Mas ressalvou: "Não excluímos, pela simples razão de que isso consta dos compromissos aue tomámos com a troika".

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