Empresários e banqueiros recusam eleições antecipadas

Quinza empresários ouvidos pelo Diário Económico defendem que a instabilidade política pode empurrar o país para um segundo resgate. Os banqueiros alertam para a necessidade de "evitar o caminho da Grécia".

O "Diário Económico" escreve hoje que "desilusão, instabilidade, irresponsabilidade, falta de credibilidade. Estas foram as expressões mais usadas pelos empresários contactados pelo jornal para comentar a crise política das últimas 48 horas e que culminou com o pedido de demissão do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas. Como frisa José Alexandre Oliveira, presidente da Riopele, "em menos de 24 horas, demitiram-se dois número dois do Governo". A solução para a crise não se avizinha fácil, sendo que um cenário de eleições antecipadas não é bem acolhido. A criação de um Governo de carácter parlamentar ou de iniciativa presidencial são as hipóteses mais consensuais. E, na perspectiva dos empresários, um segundo resgate ao País ficou assim mais próximo".

Segundo o jornal, os banqueiros também não estão satisfeitos com um cenário de eleições antecipadas."Riscos de uma "nova renegociação" do programa de ajuda externa, necessidade de "evitar o caminho da Grécia", eventual perda da credibilidade conquistada e "maior fragilidade" na capacidade negocial com a 'troika'. Estes são alguns dos receios manifestados pelos gestores da banca nacional ouvidos pelo jornal. Todos preferiram falar anonimamente, mas todos se mostram, em maior ou menor grau, preocupados com os efeitos que esta turbulência no Governo de Passos Coelho pode ter no país. E, sobretudo, no caminho que já tinha sido feito para recuperar a credibilidade junto dos investidores internacionais".

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