Empresa que vendeu blindados à PSP acusa o Governo

A Milícia, empresa que vendeu dois blindados ao Estado para a PSP usar durante a Cimeira da NATO em Lisboa, em 2010, está proibida de exercer o comércio de armamento e negociar bens e tecnologias militares.

De acordo com o "Público", a empresa de Vila Nova de Gaia, que se envolveu numa polémica com o Ministério da Administração Interna quando o Governo decidiu denunciar o contrato e rejeitar a compra dos restantes quatro blindados, perdeu a licença no seguimento de um parecer negativo no Gabinete Nacional de Segurança. A decisão foi depois tornada definitiva pelo ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, num despacho recentemente publicado em Diário da República.

A renovação da licença é pedida de três em três anos. O proprietário da Milícia, António Amaro, ficou surpreendido com a decisão, que "demorou dois anos a chegar", e acusa o Governo de "retaliação política". "Nada explicaram sobre as verdadeiras razões que estão na origem da decisão. No GNS, disseram-me que não podem dizer porque está sobre segredo de Estado", critica Amaro, para quem "isto está relacionado com a polémica dos blindados". Na altura, "coloquei uma ação contra o Estado e a minha atitude beliscou a sensibilidade de muitos militares e políticos que estão no centro destas decisões".

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