Emissão de dívida de longo prazo adiada para 2014

Condições do mercado desaconselham operação até final do ano e Governo decidiu esperar. Se o Constitucional chumbar a convergência das pensões, janela de oportunidade fica fechada de vez.

O "Diário Económico" escreve hoje que "a emissão de dívida de longo prazo que o Governo queria fazer este ano deve mesmo ficar guardada para o início de 2014. Com as taxas de juro no mercado secundário em níveis elevados e numa altura de pouca liquidez, o Executivo deve esperar por melhores condições no próximo ano para realizar uma operação que é crucial para o objectivo de regresso ao mercado".

Segundo o jornal, "por um lado, as "yelds" que se verificam nesta altura no mercado secundário não são encorajadoras: a taxa a dez anos ronda os 6% e só ontem recuou para 5,8%. Por outro, em dezembro é um mês de fraca liquidez no mercado, que pode impedir um sucesso claro da emissão. O executivo terá, por isso, decidido esperar pelos primeiros meses de 2014 para avançar com a emissão que estava prometida para o final de 2013". Ao que o jornal apurou, "a operação deverá ser de troca de dívida, perspetivando-se a troca de parte das obrigações que vencem em outubro do próximo ano".

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