"Durão Barroso optou pelo lado dos grandes na Europa"

Santana Lopes considera que a opção do atual presidente da Comissão Europeia pelos "grandes na Europa" foi "um tempo perdido".

Em entrevista ao i, Santana Lopes não recusa o cenário de se candidatar à próximas presidenciais, embora diga que é a "intuição" de quem faz a pergunta. Mas, desde logo, tem críticas a fazer: "O que me custa é que as pessoas não entendam que mudar o sistema de Governo é essencial para o bom funcionamento do sistema económico. Num momento de profunda reforma que o país está a atravessar, não olhar para para o sistema de Governo é um erro crasso".

"Com o trauma da ditadura, pusemos tanta fiscalização recíproca que depois ninguém consegue governar. A eficácia de sistema é um valor fundamental e o nosso sistema não é eficaz", assegura Santana Lopes ao i.

Na entrevista ao jornal i, o antigo primeiro-ministro defende que "seria mais lógico se o nosso sistema de Governo funcionasse assim: Cavaco Silva preside ao Conselho de Ministros. E depois chega a meio da legislatura, como em França, acha que o primeiro-ministro está esgotado e muda de primeiro-ministro (...). Era como se Cavaco Silva agora tirasse Passos Coelho - peço desculpa pela heresia, para alguns companheiros meus do PSD - e fosse chamar Rui Rio", diz Santana Lopes.

Por outro lado, Santana Lopes dirige críticas a Durão Barroso: "Quis ser um presidente da Comissão não incómodo, não quis liderar. Quis ser um ministro dos Negócios Estrangeiros da Europa, um diplomata no meio dos vários poderes europeus, e não um líder, pelo menos até hoje. E eu tenho muita pena porque, para além de todas as diferenças, Durão Barroso e eu temos um caminho comum em muitos aspectos. E temos um sonho dos 20 anos, que era mudar Portugal a sério", diz o antigo dirigente do PSD.

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